Médicos do Samu contam como foi o socorro na queda de um helicóptero no DF

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Médicos do Samu contam como foi o socorro na queda de um helicóptero no DF
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) completa 15 anos de atuação no Distrito Federal neste mês de agosto, com histórias diárias de vidas salvas pelos socorristas. Mas uma atuação recente chamou a atenção do serviço. Dois profissionais do Samu estavam no helicóptero do Corpo de Bombeiros que caiu na última quinta-feira, em Vicente Pires, e, mesmo acabando de sofrer um acidente grave, a enfermeira Vanessa Rocha, 40 anos, conseguiu manter a calma e resgatar o médico André Japiassu, 32, que acabou perdendo a consciência. O socorro foi complexo porque começou quando a aeronave bateu na estrutura de uma faculdade privada e caiu com cinco pessoas dentro.

“A queda de um helicóptero é um evento raro. E mais raro ainda é sair com vida. Tivemos que ter autocontrole, observar os demais que estavam ali, ver se a hélice ainda estava girando e perceber o perigo de fogo ou explosão, tudo isso em frações de segundos”, explica Vanessa. Enquanto tirava os cintos de segurança e tentava sair da aeronave, a enfermeira viu que o médico havia desmaiado e começou o trabalho rápido e delicado. “Por sorte ele retornou rápido (à consciência) e se livrou dos cintos, então vi o sangramento na cabeça dele e o ajudei a sair, para começar os primeiros socorros, sem poder pegar os materiais que estavam no helicóptero”, conta ela.

André ressalta que Vanessa só se preocupou com o próprio acidente depois de atender ao companheiro. “Acordei com ela e o 2° Sargento Agni de Souza, do Corpo de Bombeiros, me ajudando a sair, porque estava vazando combustível e era perigoso ter uma explosão. Pulei para fora, bem tonto, e a enfermeira me sentou e começou a coordenar o atendimento com quem estava lá. O trabalho da Vanessa foi ótimo, ela só desligou o botão de que estava trabalhando depois de cuidar de mim. Só aí pensou: ‘Opa, precisou ir ao hospital, me cuidar, porque tive um acidente’”, conta o médico.

Vanessa ainda teve calma para pensar nos familiares e avisar que estava tudo bem. “Sabia que eles receberiam os vídeos e as fotos do helicóptero caído e ficariam preocupados. Ainda mais porque meu marido sofreu um acidente sério de moto há dois anos, que assustou muito meu filho”, lembra. A enfermeira agora se recupera do momento de pânico e comemora o fato de todas as pessoas que estavam na aeronave terem saído do acidente sem ferimentos graves. “O susto foi grande, faz pensar em todos os riscos que nos colocamos enquanto profissionais de saúde, em helicópteros, viaturas ou até em unidades de terapia intensiva (UTI) ou pronto-socorro, cuidando de situações como a covid-19”, repara.

Fonte: Correio Braziliense

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Redação/Ascom

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