Homenagem à Luiz Gonzaga pela caraubense Ângela R. Gurgel

Compartilhe em sua rede social: Rei do Baião, Desde que sua sanfona branca – há trinta anos – parou de tocar, nunca mais o ABC do Sertãofoi o mesmo… A sabiá olha...
Compartilhe em sua rede social:

Rei do Baião,

Desde que sua sanfona branca – há trinta anos – parou de tocar, nunca mais o ABC do Sertãofoi o mesmo…

A sabiá olha para o céu e vê o assum preto, cego dos zói, cantando de dor, lamentando sua triste partida

O luar do sertão nunca mais foi o mesmo, falta o voo de sua asa branca

A súplica cearense, sai sangrando nas vozes da seca

A vida de viajante não é a mesma sem os dezessete e setecentos da Karolina com o K, que não tem mais cintura fina

Ficou a saudade do forró no escuro lá no meu pé de serra, onde era danado de bom olhar o riacho do navio

Nunca mais ouvimos uma lorota boa embaixo do juazeiro ou sentados, as margens da lagoa do amor… 

Mas, nessa estrada da vida tem sempre alguém subindo para o céu, deixando uma rede veia no sertão sofredor

Descanse em paz no jardim da saudadeJanuário vai tocar o baião dos namorados para amenizar a saudade da terra boa

Depois do adeus, o baião ficou ruim qui nem jiló, mas com certeza teve festa no céu

Saudades Gonzagão, você foi muito mais que o filho de Januário e o pai de Gonzaguinha…

1. As palavras em destaque são títulos de músicas cantadas pelo Rei do Baião.

Fonte: Blog João Marcolino

Categorias
Diversão
Redação/Ascom

Matérias de autoria independente (instituições e agências de notícias).

Comentários via Facebook

POSTS RELACIONADOS