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Projeto Mulheres Fortes leva empoderamento feminino ao sertão do Piauí

Com apoio da Votorantim Energia, mulheres conquistam independência financeira por meio do manejo e beneficiamento da cultura da mandioca

Projeto Mulheres Fortes leva empoderamento feminino ao sertão do Piauí
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A Votorantim Energia tem colaborado para a geração de renda e fortalecimento do protagonismo feminino na região semiárida do Piauí. Desde 2018, a empresa apoia o projeto Mulheres Fortes, desenvolvido por meio do Programa ReDes (Redes para o Desenvolvimento Sustentável), em parceria com a Associação de Pequenas Produtoras Rurais da Serra do Inácio, no município de Betânia do Piauí (PI). O objetivo do projeto, que beneficia cerca de 36 mulheres da zona rural, é fortalecer a cadeia produtiva da mandioca e, ao mesmo tempo, aumentar o empoderamento feminino na região, área de influência dos parques eólicos da Votorantim Energia.

“O projeto Mulheres Fortes foi selecionado pelo ReDes em 2017 e teve início em 2018, com o objetivo de gerar renda tanto com a venda da mandioca in natura quanto com derivados, com a produção de sequilhos, bolos, etc. O grupo atendido é uma associação formada só por mulheres, que estão em um contexto do semiárido, de vulnerabilidade, mas com um grande diferencial. Elas têm um associativismo muito forte. Talvez seja um dos maiores exemplos de associativismo que temos na região”, destacou Raquel Leite, Consultora de Sustentabilidade da Votorantim Energia.

A união do grupo de mulheres, aliada ao apoio do programa ReDes, por meio de consultorias e cursos sobre o manejo e beneficiamento da mandioca e também gestão interna dos negócios já começou a trazer resultados. Em dois anos de projeto, foi possível verificar melhorias na qualidade da mandioca e maior diversificação de produtos; conquistas que se refletem em números. Marcela Zotta Laires, analista de projetos sociais em dinamismo econômico do Instituto Votorantim, comentou que o grupo de mulheres produziu 400 toneladas de mandioca e obteve um rendimento bruto de R$ 98 mil somente com a comercialização da mandioca e seus derivados. Boa parte dos produtos foi para abastecer compras públicas e merenda escolar; o restante é comercializado em feiras e eventos locais e regionais.

“Estamos falando de mulheres, a maioria adulta, com idade que variam de 20 a 60 anos e que, em geral, viviam somente do que produziam na roça. Agora, elas continuam com a roça e têm uma fonte a mais de renda. Elas se veem como empreendedoras e este é o principal objetivo do projeto, trabalhar esse empoderamento e emancipação feminina”, Raquel.

Os resultados do projeto são comemorados por Alcilene Francisca Rodrigues, presidente da associação. De acordo com ela, o principal benefício trazido pelo programa foi o conhecimento. “Tivemos muitas reuniões, foram anos trabalhando etapa a etapa para chegarmos até aqui. Melhorou muita coisa depois do programa. Agora, a gente tem mais conhecimento”, destacou.

O projeto ainda tem desafios, dentre eles, a instalação de uma cozinha para atender a todas as associadas. Mas, a expectativa para este ano são as melhores possíveis. “Aqui a gente faz tudo, cada uma trabalha na roça e depois a gente se reúne para produzir os alimentos, como biscoitos. Todo mundo faz junto. É um grupo pequeno, mas muito unido e organizado, então a gente espera ir mais longe este ano”. Uma das metas da associação é de chegar a 2,5 mil quilos de biscoitos comercializados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Já vendemos no passado e queremos vender esse ano também. Nosso objetivo é chegar a grandes mercados, ganhar o Brasil. Queremos ir além”, finalizou Alcilene.

Ascom/Votorantim Energia

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Redação/Ascom

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