Educação

Conheça as 14 escolas de Pernambuco selecionadas no estudo Excelência com Equidade no Ensino Médio

Pesquisa feita por Fundação Lemann, Iede, Instituto Unibanco e Itaú BBA mapeia escolas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico e conseguem boa aprendizagem

Foto reprodução
Pernambuco é o 2º estado com o maior número de escolas contempladas no estudo “Excelência com Equidade no Ensino Médio: a dificuldade das redes de ensino para dar um suporte efetivo às escolas”, realizado por Fundação Lemann, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Instituto Unibanco e Itaú BBA. Com 14 escolas, Pernambuco fica atrás apenas do Ceará, que concentra 55 das 100 unidades que atingiram os critérios de qualidade da pesquisa.

O objetivo do estudo foi identificar estratégias e práticas comuns às escolas de ensino médio que atendem alunos com renda familiar de até 3 salários mínimos e conseguem bons resultados educacionais.

No total, pelo nível socioeconômico dos alunos, 5.042 escolas públicas de ensino médio eram elegíveis. Dessas, 100 (2%) atingiram os indicadores propostos. Isto é, conquistaram bons resultados na Prova Brasil e no Enem 2017, além de taxa de aprovação mínima de 95%. Depois de Ceará e Pernambuco, os estados que mais se destacam são Goiás e Espírito Santo, com 7 escolas cada. É importante ressaltar que, das 100 escolas, 82 são de tempo integral.
Conheça a seguir as escolas de Pernambuco selecionadas:

Em razão dos resultados, Ceará, Pernambuco, Goiás e Espírito Santo foram escolhidos para a realização da pesquisa de campo (qualitativa). Os pesquisadores visitaram duas escolas em cada um desses estados, além de uma escola com indicadores na média, para comparação.

A partir dessa análise, foi possível identificar ações e práticas que contribuem para os bons resultados e que podem servir de inspiração a outras unidades e redes. Valem destaque:

1. Tomadas de decisão baseadas em evidências;
2. Foco no uso de dados e no monitoramento contínuo da aprendizagem dos alunos, com utilização de sistemas integrados de gestão educacional;
3. Parceria entre professores e alunos, com escuta ativa e quebra do tabu da hierarquia;
4. Boa interlocução dentro e fora da escola (pais, comunidade e Secretaria de Educação);
5. Estratégias pedagógicas que conversam com a realidade dos alunos e atendem às diferentes necessidades de aprendizagem, com mescla de métodos de fixação (exercícios e simulados) e métodos que estimulam a criatividade e o protagonismo (feira de ciências, atividades esportivas, tutoria entre alunos e aulas eletivas criadas por eles).

No entanto, é preciso ressaltar que mesmo as escolas selecionadas têm desafios consideráveis: “nenhuma atingiu 600 pontos de média nas avaliações objetivas do Enem, uma pontuação longe de ser considerada alta, e nenhuma consegue garantir 70% dos alunos com aprendizado adequado em língua portuguesa e matemática, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)”, afirma Ernesto Martins Faria, diretor executivo do Iede e pesquisador responsável pelo estudo.

O estudo “Excelência com Equidade no Ensino Médio: a dificuldade das redes de ensino para dar um suporte efetivo às escolas” é a terceira etapa da série Excelência com Equidade, que começou em 2012 com a análise dos anos iniciais do ensino fundamental. A partir de 2015, os anos finais passaram a ser estudados. Contando com este, são nove relatórios de pesquisa já produzidos.

ACESSE AQUI O ESTUDO NA ÍNTEGRA
Assista a um vídeo que traz algumas das lições das escolas de bons resultados
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