Blogs e ColunasDestaque

CANONIZAÇÃO DE SANTA DULCE DOS POBRES

Fotos enviadas à redação

No último domingo, dia 13 de Outubro de 2019, a Igreja Católica, guiada por Deus e pelo papa Francisco reconhece oficialmente Irmã Dulce como santa, que passou a chamar-se SANTA DULCE DOS POBRES devido aos seus atos de bondade e caridade. Irmã Dulce é reconhecida no Estado da Bahia, sua terra natal e no Brasil como o ANJO BOM. Ela é a primeira santa brasileira da nossa época e tem como data litúrgica e comemorativa o dia 13 de agosto.

Para que a Igreja reconheça e conceda o título de santo/a é necessário a realização de alguns procedimentos, dentre os quais averiguar a veracidade dos milagres atribuídos à intercessão da pessoa. Os milagres alcançados que foram atribuídos à intercessão de Irmã Dulce foram analisados por equipe de peritos médicos. O primeiro milagre foi uma graça alcançada pela senhora Claudia Cristina dos Santos, em Itabaiana – Sergipe, que após dar a luz ao seu segundo filho sofreu uma forte hemorragia durante 18 horas. Devido ao quadro, tendo feito 03 cirurgias, a equipe médica afirmou que só a intervenção divina a salvaria. Então a família de Cristina chamou o padre José Almir para ministrar a unção dos enfermos e tendo feito isso, o padre pediu que fizessem uma corrente de oração. Ele deu uma relíquia de Irmã Dulce a Cristina e a hemorragia cessou subitamente. Esse caso foi analisado por 10 peritos médicos brasileiros e 06 italianos, a equipe admitiu que ninguém conseguiu explicar a causa da melhora.

O segundo milagre atribuído à Irmã Dulce foi reconhecido pelo papa Francisco esse ano em maio, cumprindo assim a última etapa do processo de sua canonização. O homem agraciado com o segundo milagre foi o senhor José Moreira que aos 22 anos foi diagnosticado com um glaucoma muito sério, descoberto tardiamente e em estado avançado. Fez um longo tratamento por 10 anos, mas não foi suficiente para curá-lo. Assim  ele perdeu completamente a visão na virada de 1999/ 2000 e ficou totalmente cego dos dois olhos.  Ele conviveu 14 anos sem enxergar. Em 2014 ele teve uma conjuntivite grave e sofria com fortes dores, com isso ele pegou a imagem de Irmã Dulce que pertenceu à sua mãe, colocou sobre os olhos e com muita fé fez uma oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce para aliviar as dores da conjuntivite, no entanto, subitamente ele voltou a enxergar. Ele afirmou que “ao acordar, comecei a ver a minha mão. Entendi que Irmã Dulce havia operado um milagre. Ela me deu muito mais do que eu pedi: eu voltei a enxergar”. Esse segundo milagre passou por 03 fases de avaliação:1) reunião com peritos que deram aval científico; 2) reunião com teólogos e 3)aprovação do colégio cardinalício.

Faz-se necessário frisar que para que uma graça seja considerada milagre deve atender a 04 pontos básicos: a) a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcança logo após o pedido; b) a perfeição, que significa que o pedido foi atendido completamente; c) a durabilidade e d) permanência do beneficio e seu caráter preternatural, isto é, não explicado pela ciência.

Esses dois milagres foram os necessários para que Irmã Dulce fosse considerada santa, mas Irmã Dulce realiza milhares de milagres diários na vida dos menos favorecidos, dos enfermos, idosos, crianças e jovens que buscam atendimento em suas obras em Salvador. Irmã Dulce fundou em 26 de maio de 1959 as Obras Sociais Irmã Dulce, a instituição é fruto de seu amor e serviço aos pobres concretizando o seu lema de vida “Amar e Servir”. Destada-se o Hospital santo Antônio, entidade filantrópica que abriga um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do Brasil, com cerca de 3,5 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano.

Santa Dulce dos pobres é a santa do nosso tempo que soube viver e seguir ao Evangelho de Jesus Cristo, tornando a vida dos menores e menos favorecidos mais digna.

Por Danilo Rios Macedo
Filósofo – PUC MINAS e Bacharelando em Direito – Faculdade de Tecnologia e Ciências

CHARLES ARAUJO

Deixe uma resposta