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Pedra de 18 cm e 1,3 Kg foi retirada da bexiga de um lavrador

Trata-se da maior pedra vesical, formada no órgão, já registrada na literatura médica, segundo diretor do hospital; cálculo ocupava quase 100% da bexiga.

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CHARLES ARAUJO | BlogTV
Uma pedra de 18 cm e 1,328 Kg foi retirada da bexiga de um lavrador de 51 anos em Jacobina, a cerca de 350 km de Salvador, na Bahia.
Trata-se da maior pedra vesical formada na bexiga já registrada na literatura médica, segundo Everson Matt, diretor médico do Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, onde foi realizada a cirurgia de retirada do cálculo. “A segunda pedra maior do mundo foi registrada nos Estados Unidos. Ela tinha 12 cm, porém apenas 700 gramas”, afirma.
Segundo ele, que participou da cirurgia com o urologista João Cleber Coutinho, a pedra ocupava quase a totalidade da bexiga do paciente, cuja identidade ainda não foi revelada. “Ao apalpar o pé da barriga, era possível sentir a pedra dentro da bexiga dele”, diz.
Ele explica que o paciente, da cidade vizinha de Miguel Calmon, sentia dores na região há cerca de 15 anos, mas só procurou por ajuda médica há cinco meses quando começou a perder o controle da urina. “Ele não sentia mais o estímulo de urinar. Ela saía de forma contínua”, explica o médico. “O bloqueio da pedra já tinha dilatado seus rins, que estavam sobrecarregados e praticamente parados”.
Um exame de ultrassom apontou uma pedra vesical de 10 cm na bexiga. Outro exame de tomografia confirmou. No entanto, no momento da cirurgia, ela se mostrou 8 cm maior. “Tivemos que aumentar a incisão. E uma cirurgia que levaria 20 minutos durou 1 hora e meia”, conta.
A pedra vesical é um cálculo formado na própria bexiga. Ocorre em decorrência da dificuldade do esvaziamento do órgão e em homens com hiperplasia prostática (aumento da próstata). Assim que diagnosticada, deve ser retirada para não provocar complicações, como retenção urinária.
“A pedra retirada é provavelmente composta de cálcio e sódio. Vamos solicitar ao paciente que nos forneça o cálculo para que seja estudado e se torne tema de artigo científico”, afirma.
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