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Santa Filomena, a cidade que tem banco, mas não tem dinheiro

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ASSUNTO DA SEMANA

Santa Filomena, Sertão do Araripe de Pernambuco é uma pequena cidade de 24 anos, que embora tenha instado alguns postos de atendimento bancário, nos últimos anos a urbe regrediu no aspecto financeiro, de forma que atualmente é praticamente impossível conseguir realizar um saque em qualquer um dos quatro pontos de atendimentos vinculados aos bancos Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

Parece irônico, mas pode se dizer que a cidade está como o ditado: “É igual ao inverno, existe mas não funciona”.

Santa Filomena dispõe de uma pequena agência do Bradesco, que já foi estourada em assaltos por duas vezes e após os prejuízos a direção do banco resolveu não mandar mais dinheiro para o caixa eletrônico. É mais fácil chover na cidade que fica na região mais seca do pais, do que ter dinheiro no caixa eletrônico.
Tem um posto vinculado ao Bradesco em um supermercado, mas esse também quase sempre não tem dinheiro, de forma que os agricultores saem de seus sítios até a cidade, distâncias de até mais de 20 quilômetros, mas voltam para casa, uma, duas, três vezes sem receber seus rendimentos de aposentadoria e outros. O que é gasto com gasolina em várias viagens de carro ou moto, nesse vai e volta à cidade, chega a reduzir o potencial econômico do cidadão.
Tem também uma lotérica da Caixa Econômica, que como com os demais, também não dispõe de dinheiro, agricultores que recebem benefícios sociais passam madrugadas, dias inteiros, as vezes quase semanas entre seus sítios e a instituição, para receber os poucos recursos que dispõem para viver.
Por fim, o Banco Postal vinculado ao BB, que fica no Correios. Esse a situação é ainda pior, quando tem dinheiro, não tem sistema, quando tem sistema, não tem dinheiro. Nesse, os funcionários públicos municipais até tentam receber seus rendimentos mensais, mas quase sempre vão parar em Ouricuri, onde tem agência do banco. Lá recebem e muitas vezes lá também fazem suas compras.

Assim, a cidade virou um deserto financeiro, onde quase não paga e também quase não vende.
Em parte, o poder público municipal é culpado. Porque ainda não se viu falar que a gestão tenha movido qualquer ação de incentivo a circulação de dinheiro no município, como ocorre com outras cidades da região, onde são explorados os potenciais econômicos como a caprinovinocultura, bem como buscar alguma forma de melhorar os servições bancários, como fez Dormentes por exemplo, que conseguiu uma agência da Caixa.
O município que não tem emprego, a zona rural que não tem incentivo aos criadores, a cidade que quase não tem bancos…

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3 Comentários

  1. Carlos Nascimento

    29 de março de 2019 em 12:44

    Topado esse Charles. Gostei!

    Responder

  2. Maria Dulcinha

    29 de março de 2019 em 12:45

    Muito bem! Vamos mostrar a realidade de Filomena!

    Responder

  3. Pablo Salvador

    29 de março de 2019 em 12:46

    Finalmente lembraram desse assunto. Santa Filomena tá igual inferno mesmo

    Responder

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