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Sem gestão, municípios pernambucanos penam e desempregam

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Recessão e gestores que se complicaram na hora de gerir o dinheiro público levaram as finanças de diversas cidades à beira da calamidade

Imagine uma prefeitura que arrecada R$ 26 mil de IPTU por ano e desembolsou, só em julho último, R$ 1,7 milhão para pagar a folha de pessoal. Esse município chama-se Jaqueira, na Mata Sul de Pernambuco, e tem uma população de 11,6 mil pessoas e 731 servidores municipais, o que dá uma média de um funcionários para cada 15 habitantes. No município vizinho, em Maraial, a folha de pagamento mensal gira em torno de R$ 1,7 milhão bancando o salário de 720 funcionários, o que significa que também há um servidor para cada 15 cidadãos. No Agreste, a cidade de Brejo da Madre de Deus desembolsa mensalmente cerca de R$ 4 milhões para pagar 1.480 servidores, sendo um funcionário para cada 34 moradores. Essas cidades não são exceções. Os pequenos municípios de Pernambuco têm centenas de funcionários, folhas de pagamento milionárias e sobrevivem, basicamente, de recursos repassados pela União e arrecadados – em forma de impostos – por todos os brasileiros. A crise econômica fez esses recursos diminuírem e os municípios, após atrasos no pagamento de salários, precisaram demitir para se adequar à nova realidade e para obedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que estabelece limites com o gasto de pessoal.

Por: Ângela Fernanda Belfort/Diário Oficial
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