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Parques eólicos atingem recorde de produtividade

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A energia renovável chegou a abastecer mais da metade da energia demandada pelo Nordeste

Ventos fortes e novas usinas eólicas operando no Sistema Interligado Nacional (SIN) virou a combinação perfeita para a fonte ganhar protagonismo no mercado das renováveis. É que, nos últimos meses, a entrada de fenômenos meteorológicos intensificou a ventania em alguns pontos e provocou as chamadas rajadas de ventos, que, em picos instantâneos, fez com que os fatores de capacidade dos parques eólicos atingissem valores superiores a 70%. Mais do que isso: a produção de energia por meio dos ventos chegou a atender mais da metade de toda energia demandada pela região Nordeste, de acordo com informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Segundo o presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa, a velocidade dos ventos ocorre sem precedente este ano. “É tanto que, na nossa base eólica, em Gravatá (Agreste), registramos um recorde de 40% a mais na incidência de ventos desde 2010, o que naturalmente repercute na geração das usinas”, explicou. Na prática, as duas usinas da Eólica registraram aumento em sua produtividade. Atualmente, as plantas de Gravatá e de Macaparana, Zona da Mata, chegam a atender 70 mil habitantes.

Considerado um dos maiores complexos eólicos da América Latina, o Ventos do Araripe lll também vem sendo impactado positivamente pelo fenômeno, registrando velocidade média de 33 quilômetros por hora (km/h) ao longo do ano na Chapada do Araripe, onde está instalado. “No entanto, apesar dessa velocidade variar ao longo do dia, sendo maior durante a madrugada, os ventos mais fortes passam pela região agora, entre os meses de julho, agosto e setembro. Com isso, nos últimos dias de junho, o parque registrou seu fator de capacidade diário recorde: o complexo eólico gerou 92,5% de sua capacidade instalada, quando a média nacional fica em torno de 40%”, informou a Casa dos Ventos, dona do empreendimento. O meteorologista da Apac, Roberto Pereira, classifica a situação como comum à época.

“Entretanto, há regiões em que a ocorrência fica mais forte e evidente em boa parte do período chuvoso, como nas áreas litorâneas, Zona da Mata e Agreste. Também foi possível perceber essa situação no Sertão”, detalhou.

Já na visão da presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, além dos ventos fortes, o bom desempenho do segmento se deve ao crescimento da fonte no País “que, por ano, cresce 2 Gigawatts (GW). Estamos com máquinas operando um total de 11,4 GW, enquanto ano passado estávamos com 9 GW.

Somos recorde todos os anos porque há uma tendência de crescimento”. Para se ter ideia, a produtividade das usinas brasileiras ultrapassa as europeias, referências no mercado mundial. “Enquanto lá fora chega a 30%, aqui, atinge os 70%”, ressaltou. (Folha PE)

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