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“Juventude e os desafios da nova política” – Por Eldinho Damasceno

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A juventude por anos cumpriu um papel coadjuvante na política, aquela voz de quem muito tinha a falar, por outro lado, pouco era ouvida.
Foto: Divulgação

Assumimos no cenário político-social, um importante papel de mobilização participativa nas questões de grandes impactos. A historia nos mostra que, mesmo nas maiores repreensões e censuras como na “DITADURA MILITAR”, os jovens estavam lá, onde nasceram grandes organizações Estudantis, como: UNE e DCE, movimentos esses, fundamentais contra o regime. Nas “DIRETAS JÁ”, onde a população mobilizara até então, a maior manifestação pelo direito ao voto direto para escolha do Presidente da Republica. Nas “CARAS PINTADAS”, movimento no qual tinha o objetivo à derrubada pelo processo de Impeachment do então Presidente Fernando Collor de Melo. Mas foi em junho de 2013 que maciçamente os jovens tomaram às ruas em protesto pelo aumento de 0,20 centavos nas tarifas de ônibus. Entretanto, eles não estavam ali somente pelo aumento dos transportes, estavam pedindo melhores condições de vida, saúde de qualidade, educação, segurança. Aquele grito de, “BASTA, CHEGA”, não aguentamos mais tanto descaso, tanto deboche, tantos impostos, tanta corrupção que ceifa a cada ano milhares de vidas e sentencia milhões a viverem no escarnio da miséria e da ignorância. Foi ali, onde os “representantes do povo entenderam que a juventude está interessada, viva e disposta à lutar pelo seu futuro.

Sem duvidas vivemos tempos difíceis, tempos obscuros e incertos, e ainda por cima, nota-se uma certa desinformação política por parte da sociedade, mas é nítido ver a sua imposição, a sua participação no meio social, participação essa, fundamental para os rumos do país. Seja movimento de direita, esquerda, centro, liberal, temos que tomar partido e lutar para que os direitos e deveres assegurados pela constituição sejam resguardados e efetivados. Quem não se interessa por política, lava as mãos para o futuro do país e depois não pode reclamar dos caos em que está vivendo. Porque, por escolha ou por omissão o povo tem o governo que merece.

Para o bem ou para o mal, uma juventude participativa toma para se o seu destino, e é assim que devemos nos posicionar, sem medo dos erros, dos equívocos e das incertezas, tendo a clareza e certeza da força da nossa voz. Não há nem de longe, o que os caciques da velha política tenham mais medo do que uma sociedade civil engajada e interessada nas escolhas e decisões tomadas, que à curto ou longo prazo afetarão profundamente setores importantes da sociedade.

De uma manivela enferrujada à mais poderosa engrenagem mobilizadora da sociedade contemporânea, capaz de decidir os rumos de uma nação. Destemida, esperançosa, audaciosa, motivadora, mobilizadora, acredito que é na juventude que fazemos nossas escolhas, sendo nela que nos preparamos moralmente para a vida, já que nossas atitudes hoje refletirão no futuro, para que possamos ser pessoas com mais responsabilidade dos nossos atos e acima de tudo ciente de nosso papel transformador na sociedade.

“Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme”. Provérbios 29:2

(Colunista de Eldinho Damasceno)

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