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“A Santa Filomena do prefeito Cleomatson”

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ARTIGO – Não basta Santa Filomena ser a cidade que em 22 anos, não tem saneamento básico no centro da cidade, a Prefeitura não manda varrer as ruas nem praça, ficando a cidade um verdadeiro curral de lixo e terra nas principais ruas calçadas, além do problema do calçamento descapado (pedras sem reboco), onde as pessoas andam tropeçando nas pontas das pedras.

Que cidade é essa?

Já diziam os mais velhos, que Santa Filomena nunca ia sair do atraso, culpa de um acontecimento “lendário”, que afirma que um dos primeiros padres do então vilarejo Queimada do Máximo (primeiro nome da vila onde hoje é situada a cidade de Santa Filomena), – teria sido provocado por vândalos, numa noite em que dormia na capela, onde esses vândalos passaram a noite rodeando a capela arrastando latas, para não deixar o padre dormir. Ao amanhecer, o padre com sono, irritado, proferiu uma “maldição” ao lugar: bateu com os chinelos um no outro e disse: “Esse lugar nunca passará de uma Queimada”.

Será mesmo isso o atraso da jovem cidade Santa Filomena?

Ouviu-se muitas críticas nos últimos 16 anos em que a família Melo (Gildevan e Evaneide) governou o município, depois do primeiro prefeito Geni, pai do atual prefeito Cleomatson. O principal crítico dos erros das gestões anteriores, foi o atual prefeito, que sempre bateu na tecla enquanto vereador por dois mandatos na oposição, sobre a vergonha que é o esgoto a céu aberto no centro de Santa Filomena. Esse prefeito dizia que Santa Filomena não tem cara de cidade, que parece um povoado; que seu projeto para essa cidade era a dignidade das pessoas, morando em um lugar saneado, asfaltado, que tivesse abastecimento adequado; que alunos não fossem transportados em paus de arara; que funcionários não recebessem meio salário mínimo; que a Prefeitura fosse aberta a todos, independente de quem votou ou não votou no prefeito; que o prefeito morasse na cidade; que o lixo não tomasse conta da ruas; que os agricultores tivessem assistência técnica para acompanhar o desenvolvimento de seus cultivos; que os criadores de animais tivessem incentivo para o melhoramento e consequente valorização dos rebanhos; que as estradas e rodagens fossem recuperadas periodicamente no mínimo três vezes por ano; que as máquinas doadas à Prefeitura pelo Governo Federal fossem utilizadas na construção e recuperação de grandes açudes, barragens e barreiros, para fortalecer o cultivo irrigado e a criação de animais; que trabalhadores rurais tivessem a atenção básica da gestão, ouvindo-os, atendendo-os de forma prioritária, através de associações, cooperativas e sindicatos, para governar o município com a participação do povo.

Essas foram algumas das promessas vazias, de um prefeito que traiu o povo. Basta dizer que todo aquele grupão de trabalhadores, lideranças comunitárias, pequenos empresários, representantes do associativismo, autônomos, pessoas ligadas ao município por razão de suas origens, por ideais de uma Santa Filomena realmente diferente, – esse grupo não existe mais. Desde o dia 02 de outubro de 2016, quando o prefeito Cleomatson foi eleito, sua principal moradia é em outra cidade (Ouricuri), atendendo eventualmente nas quarta-feiras, dia que não tem ninguém dos sítios na cidade, segundo alguns moradores que não conseguem falar com o prefeito; seu carro que era um simples, Uno/Mille, uma semana depois da eleição passou a ser um carro importado SW4, e já chegou a ter uma nova caminhoneta de luxo, Triton que capotou recentemente; sabe-se que o prefeito possui hoje uma frota de veículos e máquinas, ambos locados pela Prefeitura, inclusive aquele Uno que ele usava na campanha, agora é alugado a Prefeitura.

Parece que o prefeito esqueceu aquelas promessas de promover dignidade às pessoas, pois não fez ainda nada do que foi prometido. E não é por falta de dinheiro. Calcula-se aproximadamente R$ 20 milhões, que entraram nos cofres da Prefeitura até o momento, mas não se conhece uma única obra no valor de pelo menos R$ 100 mil, construída no município.

O que foi feito desse dinheiro?

Qual o valor de sua palavra prefeito?

O povo de Santa Filomena está realmente cansado de ver a cidade como uma queimada. Os prefeitos anteriores não foram capazes de sanear o centro da cidade. Talvez porque eles também não morassem aqui, o tempo todo, e assim, não fossem incomodados com o mal cheiro nas calçadas de suas residências, nos pontos de comércio de comida. Mas pelo menos, construíram algumas obras e ações que mudaram alguns aspectos da cidade. Mas o prefeito Cleomatson só pôde comprar tintas da cor de sua campanha para pintar os prédios e obras públicas que os anteriores construíram; além de alguns quebra-molas sem sequer placas de sinalização.

O que resta como opção de mudança para o povo de Santa Filomena? Acreditar em quem?
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Carregar mais por Charles Araújo
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