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Que jamais cale o que em mim calei

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Que jamais cale o que em mim calei

Neste silêncio dormente que gritei
Nesta dor arrancada do peito pelas costelas
Neste coração arrancado que me bate na mão
Toda a dor, de não dizer “não”…

Já não sei sem sou, o que de mim brota
Nesta cinza atmosfera que me envolve
Nasço e renasço a cada dia, para morrer depois
Morri e ninguém me contou.

Os poemas são meros punhais cravados no tempo
Nesse tempo em que morro a cada silaba
A voz trémula afônica nada diz, árvores de sombra
Luares encobertos, braços que não abraçam
Lábios secos e gretados de fel que não beijam
Línguas afiadas como punhais…

Corri pelos teus braços
Fugi pelo medo da felicidade
Neles morri nessa saudade
Tudo que era para ser
Que nunca foi…

Alberto Cuddel
25/10/2017
Sob Reserva Privada

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