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Dilma teve ‘chilique’ ao saber da delação de Palocci

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Dilma pode ser presa!

Após saber que o acordo de delação do ex-ministro Antônio Palocci foi assinado, a ex-presidente entrou em pânico.

Palocci declarou que Dilma Rousseff não só sabia do esquema corrupto entre o PT e as empreiteiras, como teria sido beneficiária e organizadora dos arranjos.

Palocci citou diversas situações em que os esquemas de corrupção foram tratados na presença de Dilma […] em outras vezes, os acordos entre o partido e as empreiteiras passavam pela chancela ‘oficial’ de Dilma.

Dilma emitiu (ou melhor, mandou alguém escrever) uma nota através de sua assessoria de imprensa e classificou Palocci como “mentiroso”.

Sobre a ‘delação’ de Palocci

Em nota de esclarecimento, Dilma diz que ex-ministro mente para sair da cadeia e não tem provas para sustentar acusações a ela ou Lula. A ex-presidenta também critica jornalismo de guerra da Globo.

A assessoria de imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. O senhor Antonio Palocci volta a mentir ao dizer que teria participado de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, ocorrida em “meados de 2010”, no Palácio da Alvorada, para falar de financiamento de campanha. Essa reunião nunca existiu.

2. Como a própria Dilma Rousseff já havia apontado, em setembro passado, o senhor Antonio Palocci falta com a verdade. A tal reunião e outros encontros mencionados para tratar de acertos de propinas ou de “contratos do pré-sal” jamais existiram. São peças de ficção.

3. A delação implorada do senhor Antonio Palocci tem um problema central. Não está sustentada em provas. E ele não as têm porque tais fatos jamais ocorreram.

4. No esforço desesperado de obter a liberdade, o senhor Antonio Palocci cria um relato que busca agradar aos investigadores, na esperança de que possam deixá-lo sair da prisão.

5. A submissão da verdade ao capricho de investigadores obedece à mesma lógica dos inquisidores que cometiam abusos, sobretudo físicos, nos presos, em outros tristes tempos, para arrancar confissões.

6. Lamentável é que a “confissão” sem provas tenha se tornado o retrato desses nossos tempos, em que, a cada dia, o Estado de Exceção vai corroendo a frágil democracia e suas instituições. Nada estranho, agora, que até a presunção de inocência passe a ser negada ou esquecida, e sempre combatida.

7. “O Globo”, mais uma vez, deixa de lado os princípios jornalísticos. Não procura ouvir os “acusados”, nem publica qualquer linha sobre o que pensam os advogados dos dois ex-presidentes. Não há sequer uma menção de que ambos teriam sido procurados, o que mostraria ao menos um aparente compromisso do jornal com a verdade, base da ética de uma imprensa livre de países democráticos.

8. Por fim, é preciso reiterar que o jornalismo de guerra praticado pelas Organizações Globo vem tentando eliminar Lula e Dilma da vida política nacional, adotando como regra o justiçamento midiático. Em vão. Não terão êxito.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

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