Por Dilva Frazão / e-Biografia


Marina Silva (1958) é ambientalista e política brasileira. Recebeu em Londres, no Palácio de Saint James, das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, a “Medalha Duque de Edimburgo”, por sua luta em defesa da Amazônia brasileira. Recebeu o prêmio da “Fundação Norueguesa Sophie”, por seu trabalho em defesa da Floresta Amazônica. Recebeu da ONU o prêmio “Champions of the Earth”, o maior prêmio concedido pela Organização, na área ambiental. Recebeu nos Estados Unidos o “Prêmio Goldman do Meio Ambiente pela América Latina e Caribe”.

No dia 27 de julho de 2012, a convite do Comitê Olímpico Internacional, na abertura dos Jogos Olímpicos em Londres, Marina Silva desfila carregando a bandeira, com os anéis olímpicos, junto com o secretário geral da ONU, Ban-Ki-moon, o fundista etíope Haile Gebreselassie, o pugilista americano Muham mad Ali, o maestro argentino Daniel Barenboim, e os ativistas dos direitos humanos, Sally Becker, Shami Chakrabarti e Leymah Gbowee.

Marina Silva (1958) nasceu no seringal Bagaço, distante 70 km da capital Rio Branco, no dia 8 de fevereiro de 1958. Filha do seringueiro Pedro Augusto da Silva e Maria Augusta da Silva. De onze filhos do casal, 8 sobreviveram. Com 14 anos aprendeu as primeiras noções de matemática, para ajudar o pai na venda da borracha. Ficou órfã de mãe aos 15 anos. Foi para Rio Branco tratar de uma hepatite. Foi acolhida na casa das irmãs Servas de Maria. Foi empregada doméstica, contraiu malária e leishmaniose.

Com 16 anos fez o curso do Mobral, onde aprendeu a ler e escrever. Completou o 1º e 2º graus fazendo o curso supletivo. De seu primeiro casamento, realizado em 1980, teve dois filhos, Shalon e Danilo. Em 1984, conclui o curso de História na Universidade Federal do Acre. Começa a lecionar História e atuar no sindicato dos professores. Sua vida política teve início nesse mesmo ano, quando fundou junto com o ambientalista Chico Mendes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Em 1985, separa-se do primeiro marido e no ano seguinte casa-se com o técnico agrícola que assessorava os seringueiros de Xapuri, Fábio Vaz de Lima. Dessa união teve os filhos Moara e Mayara. Nesse mesmo ano filia-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e se candidata a deputada federal. Em 1988, foi eleita vereadora, ficando no cargo até 1990, quando é eleita deputada estadual. Em 1994, é eleita senadora pelo Acre. Em 1995 ocupa o cargo de Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT.

Em 1996, recebe nos Estados Unidos, o “Prêmio Goldman do Meio Ambiente pela América Latina e Caribe”. Em 1997 deixa o cargo de secretária. Em 2002 é reeleita para o senado. Em 2003 é nomeada para o Ministério do Meio Ambiente, no governo Lula. Destaca-se por vários projetos para conservação da natureza. Em 2006, desentende-se com a casa civil e é acusada de atrasar licenças ambientais, para realização de obras.

Em 2007, recebe da ONU o prêmio “Champions of the Earth”, o maior prêmio concedido pela Organização, na área ambiental. Em 2008, entrega o cargo de ministra e volta para o senado. Nesse mesmo ano recebe no Palácio de Saint James, em Londres, das mãos do príncipe Philip da Inglaterra, a “Medalha Duque de Edimburgo”, pela sua luta em defesa da Amazônia brasileira.

Marina Silva recebe em 2009, o “Prêmio Fundação Norueguesa Sophie” por seu trabalho em defesa da Floresta Amazônica. No dia 14 de agosto de 2009, anuncia sua desfiliação do PT. No dia 30 de agosto de 2009, filia-se ao Partido Verde e no dia 11 de julho anuncia sua candidatura à Presidência da República. No dia 7 de julho de 2011, Marina deixa o Partido Verde.

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