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Em ano de eleição, ferramenta permite identificar perfis falsos nas redes sociais

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A plataforma PegaBot foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) e o Instituto Tecnologia & Equidade (IT&E), com o objetivo de identificar perfis falsos ou perfis automatizados no Twitter, também conhecidos como bots (abreviatura da palavra em inglês robot).

Nela, os usuários da rede social poderão verificar a atividade de uma conta automatizada, para saber a probabilidade de o perfil ser um bot. Quanto maior a nota, maior a chance de estarmos diante de um bot e da chance dele propagar “fake news” ou notícias falsas, compartilhadas na internet como se fossem verídicas.

A plataforma analisa o histórico das publicações do perfil que o usuário solicita. Com base em padrões de comportamento, o PegaBot identifica se é mais provável o perfil ser humano ou um robô. Por enquanto, a plataforma está integrada apenas ao Twitter e, em breve, poderá ser usada em outras redes sociais.

Os critérios considerados na avaliação são o intervalo de tempo entre cada postagem – um intervalo de dois segundos entre cada post, por exemplo, pode indicar que o tuíte foi feito por um robô; a frequência e a aleatoriedade no tempo em que as postagens são feitas – postagens feitas sempre no mesmo horário, às 10 horas da manhã, por exemplo, podem ter sido feitas por um robô; e a pessoalidade dada aos textos postados – textos repetidos ou extraídos de outras publicações, pré-formatados, são um indicativo de ter sido feito por um bot.

Márcio Vasconcelos, diretor do IT&E, explica ainda que a ferramenta não exclui a verificação humana. “Se você identificar que o perfil serve só para divulgar a mensagem de outra pessoa, ou que na maioria das vezes esse perfil existe para atacar algum um grupo específico, aumentam muito as chances desse perfil se confirmar como um bot”, ressalta.

“Nesse caso, vale questionar os possíveis beneficiados pela atuação daquele bot se o perfil realmente é falso e por que a pessoa beneficiada está se utilizando desse recurso. Se for um político, por exemplo, pergunte diretamente ao político se ele sabe que existe um bot trabalhando para ele e se acha correto o comportamento que o bot está tendo. Também pode denunciar essa atuação a justiça eleitoral”, conclui.

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