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Filmes para ver ou rever na Semana Santa

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Selecionamos para o período cinco clássicos e cinco obras espirituais ou religiosas em cartaz

“Ben-Hur” (1959). Como deixar passar uma oportunidade de rever o clássico da Semana Santa, as desventuras de Judas Ben-Hur, que passa dos melhores palácios para as piores galeras sem que o penteado de Charlton Heston sofra a mínima mudança? Em suas andanças, ele cruzará com Jesus Cristo –cujo rosto não se vê–, e, para a história do cinema, a homérica corrida de bigas (e as lendas que a cercam, como a lorota de que um especialista teria morrido na filmagem, a qual levou cinco semanas e fez uso de 15.000 figurantes). Ben-Hur e Semana Santa, uma bela combinação. Tem de ser o de William Wyler. Não admitimos outras versões.
“Jesus Cristo Superstar” (1973). Versão para o cinema do famoso musical sobre a Paixão do Cristo, com uma canção a mais. Excessivamente marcado pela época de sua realização, o filme de Norman Jewison não envelheceu bem. Ao contrário de Ted Neeley, que, depois de ser Jesus nesse filme, repetiu o papel por mais de 40 anos nos palcos. Isso sim é ser escalado para sempre… E isso, apesar de alguns críticos o terem escolhido como o pior ator a já ter interpretado Jesus no cinema.
“Mary” (2005). Abel Ferrar, meta-iconoclasta, lida aqui com uma estranha visão do nascimento do cristianismo. Em um mundo destruído após os atentados de 11 de Setembro, Tony (Matthew Modine) é um cineasta que dirige em Israel um filme no qual também interpreta Jesus. Ao seu lado está Marie (Juliette Binoche), uma atriz que, em sua imersão no personagem de Maria Madalena, inicia uma busca interior. Não foi a primeira vez que Binoche se meteu em um jogo desse tipo: basta lembrar “Je vous salue, Marie”, de Godard, e das manifestações ocorridas contra a sua projeção na frente de uma sala de cinema de Madri.
“As sandálias do pescador” (1968). Cabe imaginar que talvez este seja um dos filmes prediletos do papa Francisco. Anthony Quinn, com seu cardeal Kiril Lakota, constrói um ucraniano que passou duas décadas em um campo de prisioneiros da Sibéria, um sacerdote bastante humano, superado em diversas ocasiões pelo seu trabalho de liderar a Igreja Católica, e que toma uma decisão complicada para enfrentar uma fome extrema. Michael Anderson entendeu que o melhor seria colocar a câmera a serviço de atores como Quinn, Laurence Olivier, John Gielgud, Leo McKern, David Janssen, Oskar Werner ou Vittorio De Sica.
“A vida de Brian” (1979). Nestes momentos em que se debate tanto, na Espanha, sobre os limites do humor, eis os Monty Python, que romperam inúmeras fronteiras. Produzida por George Harrison, esta comédia é cheia de momentos brilhantes, geniais, que brincam com uma época cheia de messias e profetas: como a vida de um tal de Brian aconteceu paralelamente à de Jesus. Ao final, sempre ‘Always Look on the Bright Side of Life’. IMPERDÍVEL!
“Últimos Dias no Deserto” (2016). Rodrigo García, seu diretor e roteirista, diz não saber filmar o divino, por isso rodou o humano. Jesus Cristo encerra seus 40 dias de meditação no deserto e, antes de iniciar sua vida pública, se encontra com uma família em crise, enquanto ele próprio lida com Lúcifer, com o qual mantém curiosas conversas. No final, torna-se um filme sobre o que é ser humano. E a resposta está no amor, na solidariedade e na compreensão.
“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” (2017). Sob a camada de gênero de ficção científica, “A Vigilante do Amanhã” esconde um esclarecimento sobre as diferenças entre os seres humanos e as máquinas, ou como a alma e o cérebro superam qualquer apetrecho eletrônico. O ciborg que Scarlett Johansson interpreta busca em seu interior lembranças e detalhes de sua vida humana passada, enquanto duvida se ainda é assim.
“Minha Vida de Abobrinha” (2016). Depois de perder sua mãe, um garoto chamado Abobrinha acaba em um orfanato onde a vida é melhor para ele: logo faz amigos, confia nos professores e cuidadores, descobre a amizade. Mas no fundo permanece a dor da falta de família. Realizado em ‘stop motion’, este é e não é um filme infantil, portanto, pode ser visto por público de todas as idades, e cada um vai gostar de suas diferentes camadas. Animação que vai além da pura diversão.
“O Outro Lado da Esperança” (2017). Aki Kaurismäki é algo mais que um cineasta que faz filmes de autor com personagens estranhos, marginais, dos quais nasce um humor delirante por culpa das situações que vivem (um pouco no estilo de Buster Keaton). Na realidade deveríamos defini-lo como um retratista do amor e da amizade surgidos nas piores situações. Pode ser que não seja muito espiritual, mas é humano.
“Kimi no Na wa” (2016). Makato Shinkai é o herdeiro de Hayao Miyazaki, mas se diferencia do mestre do ‘anime’ em seu retrato de um mundo mais humano, não tão mitológico. Em “Kimi no Na wa”, além da história dos adolescentes que de vez em quando despertam no corpo do outro, há uma curiosa aproximação aos sentimentos que conectam os seres humanos, uma espiritualidade nascida do respeito ao outro.

EL PAÍS/Brasil

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